No livro Homossexualidade sob a ótica do espírito imortal, Andrei Moreira discorre sobre o tema, respondendo questões-chave sobre o homossexualismo na visão espírita. Um dos mitos que ele desmistifica a respeito da homossexualidade em nossa sociedade é sobre o rótulo de que todo homossexual é promíscuo. Micaretas heterossexuais e o próprio carnaval superam em muito a existência de boates e clubes gays. Então percebe-se realmente que os homossexuais são uma minoria e atribuir somente a esse grupo específico a liderança da promiscuidade é delicado, porque com base em dados estatísticos isso não é real. É mais difícil ao homossexual arrumar um parceiro devido a serem parte de uma minoria dentro da população. O homossexual não sofre somente quando revela á sua família ou á sociedade a sua condição, sofre quando quer ser feliz, devido ás dificuldades em encontrar um parceiro(a). Por isso a solidão ainda que não seja patológica, ou seja, uma doença psicológica de fato, pode o acompanhar por toda a vida. O acolhimento inicial na própria família deste jovem é essencial, porque todo o desenvolvimento posterior dele enquanto individuo, ao tomar a decisão correta de assumir quem é, depende inicialmente da reação de sua família ao tema da homossexualidade. Esse acolhimento familiar também significa possiblidade de aprendizado e posterior crescimento espiritual para todo o núcleo familiar envolvido. A visão espírita acerca da homossexualidade varia de autor para autor, mas em essência reconhece-se a condição homossexual como uma prova desafiadora. Nela, o indivíduo se vê diante de inúmeras dificuldades e deve caminhar rumo a superá-las, buscando uma estruturação de reforma íntima, que é o que o levará ao desenvolvimento de um forte e inabalável amor-próprio, estando mais perto da sua felicidade plena. A busca da sua realização enquanto ser humano, a conquista desta felicidade, desta liberdade que ele se permite dar ao se assumir homossexual, é o que precisa ser definido desde o início em sua caminhada. Neste período ele fará escolhas importantes que nortearão os demais caminhos a serem percorridos em sua existência terrena. Essa postura que ele terá que ter diante da sua própria vida, é o que definirá se ele terá sucesso ou não. A falta de autoestima que chega através da existência da carência de amor-próprio, pode ser uma situação limitante e castradora da felicidade dos jovens homossexuais. A busca de afeto pode ficar reduzida ao nível genital ou sensorial. Não é fácil, mas serão as dificuldades ao longo de todo esse percurso, que o farão entender que ele é amado por Deus, devendo cultivar o amor por si em seu coração, na certeza de que Deus não faz distinção entre seus filhos, ama-os igualmente. Então a visão de que a homossexualidade é algo ruim, um desvio da normalidade social, uma patologia, um castigo divino ou ainda pior, uma manifestação de algo maligno, está muito longe da visão espiritual da doutrina espírita e do próprio evangelho do mestre Jesus, o maior exemplo de amor que revolucionou a história da humanidade. Denise Castelo Nogueira

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