Coração Galáctico

Finar significa morrer. Marca o findar do processo biológico da vida, o fim do corpo físico. Assemelhasse-se a um processo de libertação para o espírito, mas não é o fim de seus sentimentos, dos seus ideais e das suas afeições. Os espíritas devem tomar cuidado, com afirmações como a de que “os mortos” não frequentam os cemitérios no chamado “dia de finados”, por ser uma criação do dogmatismo religioso. Os exageros, o folclore, os rituais, flagrantes nesse “dia” não devem obscurecer ou ocultar a verdade, que a Doutrina Espírita nos traz com absoluta clareza. Por isso mesmo Allan Kardec, ao compor O Livro dos Espíritos”, na segunda parte, capítulo VI, buscou amparo na visão dos benfeitores que assessoram a Codificação, mais precisamente na questão 321, quando indaga: “O dia de comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos? R. “Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então, também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento. Porém, cada Espírito vai lá somente pelos amigos e não pela multidão dos indiferentes. O culto aos “mortos” está na cultura humana desde os tempos remotos. Os mistérios da morte já encantavam desde os antigos egípcios. A relação do homem com o invisível continua a ser motivo de estudo de cientistas e pesquisadores, nesses tempos atuais. A lembrança que esse dia traz a todos, reforça entre muitos a crença da imortalidade da alma. Nada acrescentou o esforço daqueles que pregavam o materialismo, objetivando a sinistra ideia do aniquilamento da alma. Sua eternidade, com os fachos clareadores do Espiritismo, surge límpida e inquestionável. Não há a despedida da vida no ato da morte. Ao contrário, ele, o espírito, adentra a plenitude da verdadeira vida, indo habitar uma das “muitas moradas” da casa de nosso Pai. Nada pode calar o amor daqueles que se ligaram pelos mais nobres sentimentos. A Doutrina Espírita vem esclarecer que o “Espírito sopra aonde quer” e que a verdadeira manifestação de carinho deva dar-se na intimidade do coração, onde estejamos sempre que a saudade doer mais forte. Através da prece, “celular” infalível que a bondade de Deus nos deu, estaremos sempre imantados uns com os outros. As vibrações sinceras de afeto alcançam sempre os que atravessam para o outro lado da vida. A morte é somente uma passagem, a porta de entrada para a glória da vida. Denise Castelo Nogueira

Bibliografia: http://www.mundoespirita.com.br/?materia=o-dia-de-finados#:~:text=Finar%20%C3%A9%20o%20mesmo%20que,o%20fim%20do%20corpo%20f%C3%ADsico.&text=Da%C3%AD%20a%20necessidade%20que%20se,uma%20cria%C3%A7%C3%A3o%20do%20dogmatismo%20religioso.

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