Coração Galáctico

A Doutrina Espírita analisa a questão da criminalidade e da violência sob um ponto de vista mais elevado, que vai além do enfoque somente das ciências humanas, por ser uma questão além dos conhecimentos habituais. O que é um criminoso de acordo com a Doutrina Espírita? A Doutrina nos elucida que o planeta terra é um planeta de provas e expiações. Portanto, aqui convivem juntos, espíritos nos seus mais variados estágios de evolução. Um criminoso é um espírito ainda no início da caminhada evolutiva, e que, por ignorância, ou mesmo por relaxamento voluntário (atraso espiritual), escolhe a prática do mal como modo de vida e meio de resolver os seus conflitos e problemas. Essa conduta pode durar um período mais ou menos longo, a depender do indivíduo, até que um dia o mesmo decida pela mudança, no uso de seu livre-arbítrio, patrimônio que caracteriza todo o ser humano. Já o crime, ainda segundo a visão elevada do Espiritismo, é compreendido como sendo o próprio mal, ou estado desarmônico do Espírito, que se manifesta através de ações violentas e deseducadas, em oposição às leis divinas, ações que trazem prejuízos e produzem danos à sociedade. A pena, por sua vez, é entendida como sendo o justo remédio, remédio amargo, representado por um conjunto mais ou menos intenso de dores e de sofrimentos, mas necessário para a cura do Espírito transviado, a fim de que este retorne ao caminho do bem e do respeito aos direitos que a Providência Divina concedeu a cada uma das criaturas. Direitos esse que ao serem violados, possuem consequências dolorosas aos que os violaram. O livro O Evangelho segundo o espiritismo, aborda a questão do crime de modo mais aprofundado: “Ignorais que há muitas ações que são crimes aos olhos do Deus de pureza e que o mundo nem sequer como faltas leves considera? ” Para a Doutrina Espírita o crime é o resultado não somente da violação às leis humanas, mas, e antes de tudo, fruto da transgressão às leis divinas. “Crime” é sinônimo de “mal”, ação humana que decorre do estado de ignorância e de imoralidade do homem. Ao constatarmos que o crime é a violação às leis de Deus, violação que decorre do livre arbítrio, somado ao atraso espiritual daquele que o pratica, chega-se á conclusão de que sendo o homem, Espírito imortal, ele é a causa das ações criminosas, acima de toda e qualquer influência física, social ou ambiental. É necessário tratar o homem e seus males morais, pois só desta maneira está se tratando a verdadeira causa do mal. A Doutrina Espírita se propõe a ser este norte na questão da reforma íntima, elucidando a todos que dela se aproximam, sobre a importância do “regenerar-se” em Cristo e da importância do servir da seara bendita do Pai Maior. Denise Castelo Nogueira

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