Na lição “Sobras” da obra A Religião dos Espíritos, psicografada por Francisco Cândido Xavier, Emmanuel nos traz uma elucidação acerca do tema do desperdício. O mentor de Chico, neste capítulo do livro, analisa brevemente as questões 715 a 717 de O Livro dos Espíritos. Todo aquele que passa pela experiência da sobra possui uma lição valiosa para assimilar mentalmente com profundidade. É a de que se existem mesas fartas, também podem existir realidades muito difíceis, nas quais não falta somente o pão que alimenta o corpo, mas também o pão espiritual. Aqueles que vivem dentro dessas circunstâncias dolorosas podem passar despercebidos, na correria do nosso dia a dia, devido a rotularmos como “normal” a existência de pessoas carentes de recursos financeiros. O Espiritismo nos elucida que encarnamos neste orbe para vivermos provas e expiações. Devemos observar com muita atenção e carinho como nós entendemos essa realidade em nossa mente. Os bons espíritos estão sempre a nos esclarecer que por dificuldades toda a civilização humana passa, mas o amor é a “essência-base” para a construção do nosso reino interno, como Jesus disse, nosso reino dos céus. Se não tivermos essa essência-base muito bem erguida em nós, repetiremos erros, até que as lições de reforma íntima sejam realmente apreendidas. Cristo nos fala a respeito dos deveres de cada ser humano, posicionado estrategicamente em seu local de vivência e atuação, para mudar positivamente e/ou definitivamente a realidade, que convida o homem ao trabalho regenerador, para o seu próprio benefício espiritual e o do seu semelhante. Jesus nos disse isso com o seu exemplo, para despertar todos aqueles que buscam o seu aprimoramento espiritual. As lições do Mestre são dadas a todos, basta boa vontade para trabalhar na compreensão e efetivação da prática do evangelho redivivo, caso contrário, como estamos falando sobre desperdício, desperdiçaremos o convite à própria evolução. Emmanuel reforça que o que não é aproveitado hoje, no presente, pode nos faltar em uma realidade futura. Para que valorizemos as oportunidades que a vida nos oferece, cabe a nós entendermos que quando um ganha, todos ganham. Estamos criando nosso futuro neste “agora”, e devemos caminhar para a construção de uma verdadeira fraternidade humana na Terra, pela fartura do amor.

Denise Castelo Nogueira

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