Não é fácil definir datas de como toda a questão da manifestação dos espíritos começou, porque desde que o homem é homem há a manifestação espiritual. Mas antes nem todos tinham acesso á essas manifestações, somente os “iniciados”. Era assim que se chamava alguém nos tempos antigos, desde o Egito Antigo – iniciado em alguma prática oculta do restante da população.  Então o marco criado pelos espíritas é somente didático.

Qual o marco definido por Kardec para o começo do espiritismo?

As mesas girantes.

Em janeiro de 1958 Kardec cria a revistas espírita.

Por que Kardec foi o escolhido?

O espiritismo surgiu de um fenômeno de pancadas naturais, no entanto para que ele pudesse ganhar respeito, precisava ser estudado por pessoas com nível de conhecimento elevado, por isso Kardec acabou sendo o responsável por ser o porta voz dos espíritos, veio em uma classe social responsável cientificamente e em meios de comunicação de grande relevância, para fazer ser de conhecimento público, um evento curioso dos salões da Europa e América do Norte, a fim de esclarecer o mundo.

Curiosidades sobre Kardec:

Kardec não foi uma figura muito relevante para a França. Ele ainda não teve o reconhecimento devido em sua terra Natal. Ele é reconhecido mais por nós brasileiros do movimento espírita.

Paris, 1857. O professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, de 53 anos, estava prestes a colocar um ponto final em seu mais novo livro, quando se viu tomado por uma dúvida: usar seu nome de batismo ou recorrer a um pseudônimo?

“Sua mais nova publicação, O Livro dos Espíritos, nada tinha a ver com os mais de 20 livros didáticos, de física, química e matemática, que ele já tinha escrito e eram adotados em escolas e universidades. Foi quando Rivail se lembrou de que, em uma das muitas sessões mediúnicas de que participou, um “amigo espiritual de vidas passadas” de nome Zéfiro havia dito que, na época do imperador Júlio César, entre 58 e 44 antes de Cristo, ele tinha sido um líder druida na sociedade celta. Seu nome? Allan Kardec. “O recurso do pseudônimo tinha a vantagem de não expor Rivail numa época em que, embora a heterodoxia religiosa fosse tolerada, sempre se corria riscos”, explica Mary Del Priore, doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e autora de Do Outro Lado – A História do Sobrenatural e do Espiritismo (Planeta, 2014). “Era também uma forma de proteger sua carreira editorial, sem dar chance de retaliação por parte de instituições de ensino religioso que tivessem adotado seus manuais”. O Livro dos Espíritos foi lançado no dia 18 de abril de 1857 e, em apenas dois meses, vendeu todos os 1.500 exemplares da primeira tiragem. Três anos depois, uma segunda edição, revista e ampliada de 501 perguntas e respostas para 1.019, chegou às livrarias. Logo, a doutrina espírita despertou a ira da Igreja Católica que considerava a necromancia, a suposta arte de adivinhar o futuro por intermédio dos mortos, um pecado mortal. Por essa e outras razões, jovens médiuns eram internadas em hospícios e adeptos do espiritismo ameaçados de excomunhão. No dia 9 de outubro de 1861, a intolerância chegou ao ponto de o bispo de Barcelona, Antônio Palau y Termens, ordenar que 300 exemplares da obra fossem queimados em praça pública. Mas, apesar dos pesares, Kardec procurava não se abater. Encontrava consolo no relato de leitores do mundo inteiro que atribuíam a seu trabalho o fato de não terem tirado suas vidas em momentos de desespero. “Afirmavam que só desistiram do suicídio por terem lido O Livro dos Espíritos e entendido que a vida continua através dos tempos. E mais: que cada existência seria uma chance de evolução. Uma chance que não deveríamos desperdiçar”, afirma o jornalista Marcel Souto Maior, autor de Kardec – A Biografia (Record, 2013), que deu origem ao filme homônimo, escrito por L.G. Bayão e dirigido por Wagner de Assis. Com Leonardo Medeiros no papel-título, Kardec estreou no dia 16 de maio. Numa dessas sessões, em 30 de abril de 1856, a cesta se voltou para Rivail e, como se apontasse o dedo para ele, o lápis escreveu uma mensagem enigmática: ‘És o obreiro que reconstrói o que foi demolido'”, relata Marcel. Era a deixa para Rivail começar a organizar o que viria a ser O Livro dos Espíritos. Não demorou muito para o espiritismo kardecista cruzar o Atlântico e desembarcar no Brasil. Por aqui, Kardec conquistou inúmeros “aliados”. Dois dos mais importantes são o educador francês Casimir Lieutaud, que traduziu para a língua portuguesa, em 1860, Os Tempos São Chegados, a primeira obra espírita impressa no Brasil, e o jornalista brasileiro Teles de Menezes, que fundou, em Salvador, o primeiro centro espírita do Brasil, o Grupo Familiar do Espiritismo, em 17 de setembro de 1865, e o primeiro periódico espírita do país, o Eco do Além Túmulo, em 8 de março de 1869.”

Quem foi Arthur Conan Doyle?

Arthur Conan Doyle foi um médico britânico e tem mais de 60 obras de ficção do detetive Sherlock homes. Estudo medicina em um colégio jesuíta da Escócia. Em 1968 trabalhou durante 3 semanas em troca de casa e comida, trabalhou com médico. Arthur Conan Doyle, escreveu História do Espiritismo em 1926. Na Inglaterra existia pouco coisa organizada; as obras e publicações existiam mas não tinham a construção história como Conan Doyle fez. Ele começa abordando as mesas girantes. Ele trouxe á luz a história de Emanuel Swedenborg, que foi considerado um polímata, assim como Leonardo da Vinci.

Semelhanças de Arthur Conan Doyle com Bezerra de Menezes

Arthur Conan Doyle ministrava conhecimentos em troca de casa e comida.

Quem fazia isso aqui no Brasil só para pagar a pensão onde morava no Rio de Janeiro era Bezerra de Menezes.

Quem foi Emanuel Swedenborg?

Emanuel Swedenborg (Estocolmo29 de janeiro de 1688 — Londres29 de março de 1772) foi um polímata e espiritualista sueco, com destacada atividade como cientistainventormístico e filósofo. Desenhou uma “máquina de voar”, fundou a primeira revista científica da Suécia, publicou obras em campos tão diversos como a geologia, a biologia, a astronomia e a psicologia, e deu origem a uma nova religião, o swedenborgianismo.A influência deste tipo de pessoa na sociedade eclodindo a sua mediunidade, foi algo que chamou a atenção de Kardec e vê-se o relato de Kardec na revista espírita em 1859, onde ele dedica um bom tempo falando a respeito de Swedenborg na revista. Kardec diz: “ Swendenborg é dessas personagens… ideias não compartilhadas pela maioria e ferem certos pré-conceitos. Swedenborg encontrou resistência e desafetos e foi chamado de lunático. O espiritismo tem mais de 150 anos e ainda é pouco conhecido.

A História de Swedenborg

Ele teve dificuldade de administrar os fenômenos mediúnicos, ou seja, a sua mediunidade ostensiva.Ele estava com muita fome em uma hospedaria e ao jantar ele viu espiritualmente uma cena grotesca. Ele estava em Londres. Na revista espírita de 1859 existe a narrativa completa. Em um albergue estava então Swedenborg com fome e de repente ele se depara com um nevoeiro que começa a tomar o ambiente e vê serpentes, sapos, lagartos e outras coisas mais e teve medo e medo porque na cabeça dele, o que ele fez foi uma conexão imediata com as trevas, então depois que tudo foi embora e durou 15 minutos, depois que tudo passou, veio um clarão e saiu um homem com uma luz viva e radiante. Sentado no canto onde ele estava. Então ele estava sozinho e com pavor e ele sabia que era um desencarnado e daí ele ouve uma voz amedrontadora: “não comas mais” – daí ele perdeu a fome e estava apavorado.Na noite seguinte o mesmo homem radiante de luz, apareceu e lhe disse: “eu sou Deus – O Senhor – O Criador e redentor – escolhi-te para explicar aos homens as sagradas escrituras …”Ditarei o que deves escrever.

Swedenborg acreditou que estava tendo um contato direto com Deus. Ele se envaideceu e daí esse espírito começou a ditar pra ele muitas informações que foram organizadas e passaram a fazer a base da religião deles. Quando swedenborg desencarna, ele começa a se manifestar de forma diferente.

Reunião mediúnica com Kardec com a presença de Swedenborg e “Deus’

Na época a entidade reconhecida como o “Deus” para ele, vem com humildade reconhecer grandes erros. Diz ele: “as penas não são eternas. “A  queda do homem faria o homem ter penas eternas”. Isso é um erro, admitiu o tal espírito que se fazia de Deus, o mundo dos anjos pregado nos templos era ilusão dos meus sentidos. Vós sim estas no melhor caminho, porque estas mais esclarecidos do que eu estava no meu tempo – swedenborg se manifestando em reunião com Kardec, um século após o seu desencarne e ele continua: “mais sedes prudentes a fim de que os vossos inimigos não tenham armas muito fortes contra vós, coragem meus irmão, pois porque o futuro vos estas garantido – falar em nome da razão – isso é a força de vocês. Em 1745 eu tive a primeira revelação… e Kardec pergunta: você desejava essa revelação na época? Ele responde: não. Ela me veio espontaneamente. Qual foi o espírito que se dizia Deus? Não era Deus. Mas eu acredite nele e via um ser sobre humano. Quem ele era? Swedenborg ficou deslumbrado com a aparição deste espírito, é normal o homem ficar deslumbrado, o médium, e o médium que não acorda para esse deslumbramento pode viver a vida inteiro enganado acreditando que aquilo que ele faz e pratica é o correto e muitas vezes não é. Ele tomou esse nome de Deus para ser mais bem obedecido. Swedenborg disse também:  a enganação só se sustenta se o próprio médium sustenta este tipo de pensamento. Vaidade do médium, todos nós somos vaidosos, mas existe a vaidade saudável mas em geral, é tudo o que é fora do equilíbrio e do bom senso. Este espírito o fez com boa ou má intenção? Ele não fez com a má intenção, mas ele não era muito esclarecido, mas eu o influenciava, no meio de erros de sistema, os espíritos se aproximam de nós, nós queremos impor as nossas verdades, argumentos e acabamos os convencendo de que as nossas opiniões são as corretas. Ilusões do próprio espirito e inteligência influenciavam “o deus” – swedemborg disse: Atração espiritual do mesmo nível espiritual dos espíritos – atraímos quem somos – intercambio com o mundo espiritual não é simples e exige uma compreensão – sofri um caso de obscessão – muito complexo – relação swedenborg  e “deus” – sintonia grande mas mais por ignorância do que por maldade – obscessão é mais ignorância e não por maldade.

Biografia:

“Monumento a Emanuel Swedenborg em sua cidade natal, Estocolmo.

Filho de Sarah Behm Swedberg e Jesper Swedberg,[1] um pastor Luterano e capelão real que foi, em 1703, Bispo de Skara.[1] Formou-se em Engenharia de Minas e serviu ao seu país durante muitos anos como Assessor Real para assuntos de mineração. Após a morte do pai, sua família foi elevada à nobreza pela Rainha Ulrica, pelos méritos do Bispo Swedberg. O sobrenome familiar foi então mudado para Swedenborg [1] e, assim, Emanuel, como filho mais velho, passou a ter lugar no Parlamento sueco, onde teve destacado papel durante muitos anos. Foi catedrático de Matemática na Universidade de Upsália, ao mesmo tempo em que pesquisava a fundo áreas tão distintas quanto anatomia e geologiaastronomia e hidráulica. Quando dominava o assunto, publicava obras sobre suas conclusões, obtendo o respeito de outros especialistas e autores das diversas áreas. Vários conceitos emitidos por Swedenborg, nesses estudos, são considerados como pioneiros. Em razão dessas realizações, Swedenborg passou a ser considerado um dos heróis nacionais na Suécia, razão por que seu retrato se encontra no hall da Academia de Ciências daquele país [carece de fontes] e seu corpo foi transladado para a Catedral de Upsália,[6] onde estão enterrados vários reis suecos. Famoso pelas suas obras e rico por herança materna, esse homem dominou praticamente todas as ciências de seu tempo, até que, aos 56 anos, relata que um fato espantoso mudou sua vida. Afirma que foi designado pelo Senhor, que a ele apareceu em 1744, para a missão de ser o porta-voz da revelação do sentido interno ou espiritual da Bíblia, até então oculto. Ao ser revelado esse sentido, também foram abertos os segredos do “o Céu, e as Suas maravilhas, e o Inferno“, como descreveu, e tornou-se, também, testemunha ocular dos eventos que constituíram o Juízo Final. Mais tarde, Swedenborg reconheceu que foi, aliás, por causa dessa missão espiritual que ele fora preparado pelo Senhor desde a infância, e progrediu nos conhecimentos naturais sem nunca olvidar a fé no Criador. Os Escritos admiráveis que foram publicados a partir desse período têm influenciado mentes de homens, mulheres e crianças, tanto pessoas humildes quanto da realeza, anônimos ou lustres famosos, como CarlyleRalph Waldo EmersonBaudelaireBalzacWilliam BlakeHelen Keller e Jorge Luís Borges. No entanto, esses mesmos escritos teológicos e espirituais são motivo para que se façam julgamentos parciais e de interesses, lançando dúvida sobre a sanidade mental do autor e sua reputação científica anterior. Por causa de sua teologia, Swedenborg sofreu censura e forte perseguição por parte de religiosos cristãos em seu país, onde seus livros foram proibidos. De fato, a doutrina por ele exposta abala as bases da crença tradicional do cristianismo, a saber, em um Deus dividido em três pessoas, num sacrifício sanguinário de uma pessoa (o Filho), para salvar toda a humanidade.

Por confrontarem à teologia cristã atual, suas obras foram tidas como heréticas, embora ele tenha sempre se declarado um servo do “Senhor Jesus Cristo“. A teologia exposta por Swedenborg juntamente com o relato das experiências tão vivas no plano espiritual desconcertam muitos religiosos, os que, teoricamente, mais deviam saber sobre o espírito e a vida após a morte. Muitos desses indivíduos, sentindo-se ameaçados, reagiram contra essa nova abertura da revelação e, especialmente, contra o autor, fazendo circular boatos difamadores a respeito de sua sanidade. Em virtude disso, também a sua reputação anterior de grande cientista e filósofo ficou comprometida. Mas Swedenborg continuou a escrever e a trabalhar como antes, sem se importar com as críticas, convicto de que sua obra seria para um futuro distante, com a serenidade dos que sabem o que estão fazendo, serenidade que o acompanhou até a sua morte física, em 29 de março de 1772, a qual ele também tinha previsto com semanas de antecedência. Ele foi enterrado na catedral luterana de Londres que havia sido criada em 1710, por seu pai, mas, em 1908, seu corpo foi transportado para ser enterrado na Catedral de Upsália.[6][7]. A partir de seus escritos teológicos, fundou-se a Nova Igreja, de cariz swedenborgianista.[8]. Foi vegetariano.[9]

Swedenborgianismo

“Quando todas as restrições externas são removidas no mundo espiritual, nada resta para impedir os maus espíritos, exceto o castigo. Como os espíritos malignos agem de acordo com sua natureza, eles são atraídos para o inferno, sobre o que afirma Swedenborg: “Todo mal traz consigo castigo, os dois fazendo um; quem, portanto, está no mal, também está no castigo do mal. Mas ainda assim ninguém no outro mundo sofre castigo por causa dos males que ele havia feito neste mundo, mas por causa dos males que ele então faz, mas é o mesmo, e é a mesma coisa, se é dito que os homens sofrem punição por causa de seus males no mundo, ou que sofrem punição por causa da males que eles fazem na outra vida, na medida em que todos após a morte retornam à sua própria vida e, portanto, a males semelhantes, sua natureza permanecendo a mesma que havia sido na vida do corpo. Que eles são punidos, é porque o medo de punição é o único meio de subjugar males neste estado. A exortação não tem mais proveito, nem instrução, nem medo da lei e perda de reputação, já que todos agora agem de sua natureza, que não podem ser contida nem quebrada, exceto por punições.”[33] Os adeptos da Nova Igreja acreditam que Deus não envia ninguém para o céu ou para o inferno; uma vez que o inferno é o estado interno do mal e o céu, o estado interno do bem, cada pessoa entra em um estado que corresponde à sua natureza interna.[33] Cada pessoa permanecerá eternamente de acordo com sua vontade ou amor.[34]

Céu

Os adeptos da Nova Igreja acreditam que o céu procede de Deus,[35] que é visto pelos anjos como a luz do céu e ocasionalmente aparece em forma angelical.[36] Jesus disse que ele era a luz do mundo, e os apóstolos uma vez viram seu rosto brilhando como um sol. Por esse motivo, foi considerado por Swedenborg que os antigos alinharam seus templos com o sol nascente.[37] No céu, inúmeras sociedades cumprem um propósito específico, cada uma de acordo com seu amor.[38]

Como anjos e demônios eram humanos, os anjos têm uma forma humana. Não há demônio individual (ou Satanás): “Em todo o céu não existe um anjo que foi criado desde o princípio, nem no inferno qualquer demônio que foi criado como anjo de luz e abatido; mas isso tudo, tanto em céu e inferno são da raça humana; no céu aqueles que viveram no mundo em amor e fé celestes, no inferno aqueles que viveram em amor e fé infernais; e esse inferno tomado como um todo é o que é chamado de diabo e Satanás.”[39]

Livre arbítrio, moralidade e salvação

Os adeptos da Nova Igreja acreditam que o livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal se origina do equilíbrio espiritual entre o céu e o inferno. O inferno influencia os humanos a fazer o mal, e o céu os influencia a fazer o bem. Esse equilíbrio espiritual libera os seres humanos para pensar racionalmente, o que pode levar a uma reforma espiritual, reconhecendo o mal em si mesmo, deixando de fazer o mal e evitando-o.[40] Essa escolha é espiritual porque todo pensamento e ação influencia a alma e a mente.[41]

Boas obras juntam uma pessoa a anjos, e o mal une-a a espíritos malignos.[42] Reforma e salvação são possíveis com a verdade divina, que combate o mal e a falsidade. Quando a verdade é aceita e a pessoa tem um desejo maligno, a tentação (conflito) resulta. Embora se deva resistir à tentação, é considerado pelos swedenborgianos como realmente um combate entre Deus e o diabo (ou inferno).[43] Assim, Swedenborg afirma “Quem pensa que luta por si mesmo contra o diabo está enormemente enganado”.[44]

A salvação (ou condenação) é resultado de escolhas morais, baseadas em intenções. O bem só é considerado bom quando o mal é removido e deve ser feito por amor a Deus (não por lucro ou honra). O bem vem somente de Deus, que pode vencer a tentação (um processo contínuo e ao longo da vida). Jesus veio para salvar a humanidade porque o equilíbrio espiritual entre o céu e o inferno havia se desequilibrado; mais pessoas começaram a escolher o mal, ameaçando toda a raça humana.[45] Ao assumir a forma humana, Deus poderia lutar diretamente contra o inferno; Jesus experimentou a tentação.[46]

A remissão de pecados é sua remoção após o arrependimento.ou seja basta arrepender-se antes da morte ou segundos antes de morrer para ser salvo e ir para o céu- já que não acreditavam em reencarnação.

[47] A Nova Igreja difere das igrejas cristãs mais antigas neste ponto: “A crença de que a paixão da cruz era a própria redenção é um erro fundamental da igreja; e esse erro, juntamente com o erro referente a três pessoas divinas desde a eternidade, perverteu toda a igreja, de modo que nada espiritual é deixado nela.”[48] A crucificação teria sido a última tentação suportada por Jesus.[49]

A origem do termo Centro Espírita

A origem partiu do próprio Kardec. No livro obras póstumas tem uma parte dedicada a respeito da continuidade da divulgação do espiritismo, como ele continuaria a ser difundido. Através da criação de um estabelecimento central – um centro – mas seria no sentido de um estabelecimento onde pudesse estudar – estudado a partir de uma comissão central – e nisso Kardec diz assim: “ um centro de elaboração de ideias espiritas se formou por sim mesmo pelas forças das coisas mas sem nenhum caráter oficial”

Sociedade de estudos espiritas – criada por Kardec – Primeiro de Janeiro de 1858 – primeiras obras das revistas espiritas publicadas

Kardec disse:

“O centro que essa organização criará não será uma individualidade, mas um foco de atividade coletiva atuando no interesse geral e onde se apaga toda a autoridade pessoal. ”

A História do Espiritismo no Brasil

Quem foi Luís Olímpio Teles de Menezes?

Fundou o primeiro Centro Espírita no Brasil

Foi professor primário em sua primeira profissão – seguiu um tempo na carreira militar ainda bem jovem – cursou artilharia – mas depois se enveredou como empreendedor nas artes – foi estenográfico – uma espécie de taquigrafo – aprendeu como autodidata – e trabalhou na assembleia geral da Bahia Taquigrafo é aquele que trabalha com o método simbólico da escrita. Recebeu muitos apoios de pessoas influentes no império e associado á essas pessoas – doutores, generais, conselheiros, pessoas influentes e de cultura que foi o que permitiu que a propagação da doutrina espírita ocorresse. Em 1857, Teles de Menezes é convidado a assumir como membro no Instituto Histórico da Bahia. O instituto era quase como uma academia de letras onde notáveis da sociedade discutiam sobre o império. No entanto de 1865 a 67, em 2 anos não se tem registro histórico sobre a vida de Teles de Menezes, porque antes ele era apenas tesoureiro do instituto, mas 10 anos depois de sua entrada lá, chega á presidência um arcebispo – o arcebispo da Bahia, Dom Manuel Joaquim da Silveira – e ele já chega ocupando um belo espaço – a igreja tinha muito mais espaço naquela época – a partir da publicação do livro dos espíritos – em 1857 – pipocou no mundo inteiro a criação de sociedades e centros espiritas pelo mundo – para propagar os estudos e fenômenos – a mediunidade de cura era muito difundida – conflito entre médicos materialistas e o poder de cura dos médiuns – o arcebispo assumiu e lançou uma pastoral = ação da igreja católica no mundo = a  pastoral foi sobre os erros perniciosos do espiritismo – No dia seguinte ele -Teles-depois de estudar a pastoral ele escreveu uma carta aberta ao metropolitano do Brasil – para mostrar as incoerências – esta carta contêm informações sobre a pré-existência do ser humano – nossa existência no plano espiritual – reencarnação e o mundo dos espíritos. Essa carta do Teles de Menezes foi um trabalho de divulgação muito rico. Na França havia um médico que estava combatendo o espiritismo e escreveu um artigo para um jornal bem famoso da época, mostrando as incongruências da doutrina espírita e inspirou o arcebispo, esse arcebispo aqui no Brasil.

1855 – revista espirita traz o registro por Kardec sobre o espiritismo no brasil

Extrato do diário da Bahia: 26 e 27 de setembro de 1855 – acabava de aparecer a segunda obra do espiritismo publicada – o segundo livro. Nesta época Kardec escreve refutando esse medico que o estava atacando. Dexam, o médico que criticava o espiritismo, dizia que o fenômeno das mesas girantes não era novo e falou que desde que existe a humanidade o fenômeno já ocorria. Kardec comentou, na ocasião, na revista espírita.

Resposta de Kardec:

Quer dizer que devemos ignorar a medicina e a porque tiveram seus berços na idade média? E devemos ignorar a química porque nasceu da alquimia e a astronomia da astrologia judiciaria? Porque então os fenômenos espiritas que em últimas análises não passam de fenômenos naturais, também não se encontrariam nas práticas antigas? Os argumentos do Dr. Dexam é de que as mesas girantes não era uma situação nova.

“No Rio de Janeiro, nem mesmo a Igreja fez ressalvas quando, em 1860, Casimir Lieutaud, diretor do presitigiado Colégio Francês, publicou Os Tempos São Chegados, primeiro livro espírita em português. Dois anos mais tarde, textos de Kardec traduzidos já estavam nas livrarias. A reação da Igreja ao espiritismo na cidade só viria com força 20 anos depois, quando o movimento andava a passos largos nas principais cidades brasileiras. Em Salvador, o Conservatório Dramático da Bahia, fundado por Luiz Olímpio Teles de Menezes em 1857, era espaço de debate da intelectualidade baiana. Lá, as ideias espíritas também causaram impacto. Alguns homens cultos desse grupo estavam ao redor da mesa 8 anos mais tarde, na primeira sessão espírita do país, quando a entidade Anjo de Deus anunciava sua presença. A reação da Igreja ao espiritismo na Bahia foi mais dura, a ponto de uma carta com o título Erros Perniciosos do Espiritismo ter sido escrita pelo arcebispo em julho de 1867. Teles de Menezes respondeu com outra carta aberta, mas as hostilidades não cessaram. O grupo baiano incomodava não só a Igreja mas também famílias donas de escravos, contrariadas com a postura abolicionista dos espíritas. No auge do conflito, espíritas eram alvo de charges e chacotas em jornais de Salvador. Sem recuar, Teles de Menezes fundou em 8 de março de 1869 o primeiro periódico espírita do Brasil, O Eco d’Além-Túmulo, publicação bimestral, que escancarou a posição contrária à escravidão e virou uma importante ferramenta de divulgação do espiritismo. No discurso de lançamento do jornal, Teles de Menezes destacou a “missão espinhosa” de fazer a crença “chegar indistintamente a todos os homens”. A exemplo de O Eco d’Além-Túmulo, muitos outros jornais e revistas espíritas foram lançados. Eram os principais canais de divulgação do espiritismo e, vendidos em bancas populares, fizeram com que a novidade chegasse a todos os lugares. Em 1875, surgiu no Rio de Janeiro a Revista Espírita. Naquele ano, o jornal O Espírita era criado no Rio Grande do Norte. Em 1881, a Sociedade Acadêmica Deus Cristo e Caridade fundou a sua própria revista na capital fluminense. Até a virada do século, não menos do que 50 publicações tinham aparecido nas bancas. Foi também no Rio de Janeiro que o português Augusto Elias da Silva fez espaço em seu ateliê fotográfico para montar uma pequena redação. Incentivado pela mulher, usou dinheiro do próprio salário para lançar em 21 de janeiro de 1883 o jornal O Reformador, veículo espírita mais antigo ainda em circulação no país. As publicações também eram importantes para rebater as críticas que a Igreja começava a fazer com maior ênfase. O bispo do Rio de Janeiro, dom Pedro Maria de Lacerda, publicou em 1881 um texto em que chamava os espíritas de “possessos, dementes e alucinados”. No ano seguinte, subiu o tom dos ataques e disse que era preciso odiar espíritas “por dever de consciência”. Naqueles tempos, os grupos espíritas precisavam disfarçar o lado religioso e dizer que a doutrina era de estudos científicos para evitar a perseguição. Os grupos proliferavam, mas seguiam caminhos próprios. Era preciso unir forças para o movimento continuar forte. Um dos primeiros a perceber isso foi o próprio fotógrafo Augusto Elias da Silva, que convocou algumas lideranças para um encontro em sua casa. Ele defendeu a criação de uma nova e ampla federação, que integrasse todos os grupos espíritas existentes. Com o apoio dos convidados, que também viam a necessidade de união, propôs a elaboração de um plano de divulgação do espiritismo, que seria feito por meio do seu jornal – agora oficial – e de livros. No primeiro dia de 1884, era criada a Federação Espírita Brasileira.

Frente unida

A atuação da organização, desde seu início até hoje, também explica o êxito do espiritismo no Brasil. É ela que define como deve funcionar um centro espírita, como devem ser feitos os atendimentos e quais são as estratégias para que o movimento não pare de crescer. Com a publicação de diversos textos teóricos, é uma referência doutrinária de qualquer organização espírita. Oferece ainda cursos para a formação de médiuns e dá palestras a seguidores. No final do século 19, os centros espíritas passaram a oferecer tratamento homeopático e espiritual a pobres e escravos que não conseguiam outro tipo de atendimento.

Mesmo com a elite espírita voltada para o estudo e a defesa da doutrina, os seguidores não deixaram de aprofundar o trabalho social, virtude que Kardec apontava como fundamental para a evolução da alma e que a população ligava a pessoas de bom coração. Para quem tem um filho doente, afinal, pouco importa se a ajuda parte de católicos, espíritas ou ateus. Foi a dinâmica de funcionamento dos centros a principal responsável pelo espiritismo ter atingido as classes populares. Famílias pobres passaram a confiar nos espíritas, a quem pediam apoio e de quem recebiam remédios naturais, passes espirituais, roupa, comida e conforto. “A popularidade do espiritismo vem dessa ação de caridade da elite em relação aos necessitados. As pessoas procuravam o espiritismo em busca de tratamento”, afirma Bernardo Lewgoy, professor da pós-graduação em antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do CNPq. Também encontravam refúgio nos centros espíritas pessoas tratadas como loucas, que viam na ideia de mediunidade uma possível explicação para supostas visões e vozes. Com palestras, cursos e leituras, eram incentivadas a acreditar que podiam encarnar espíritos. O espiritismo brasileiro se afastava do elitistismo europeu, berço da doutrina, e abria espaço para a entrada de pessoas simples. Apesar de festejada, a criação da Federação Espírita Brasileira não conseguia superar uma divisão que parecia definitiva. Os trabalhos de caridade eram incentivados com base na faceta mais religiosa das ideias de Kardec, o que incluía passes e sessões de contato com os mortos. Muitos espíritas, no entanto, estavam mais interessados nos aspectos científicos do trabalho de Kardec e defendiam a ênfase do espiritismo na pesquisa do sobrenatural. Além disso, havia divergências sobre a validade de outros autores, como Jean-Baptiste Roustaing, cuja obra continha trechos conflitantes com partes de O Livro dos Espíritos. O responsável por acalmar os ânimos e unir os espíritas em um movimento mais coeso foi Bezerra de Menezes, o “médico dos pobres”, que aderiu ao espiritismo em 1886, em cerimônia pública que atraiu quase 2 mil pessoas. O médico, com 30 anos de vida política, tinha perdido a mulher e dois filhos. Sem apego material, passou a atender os necessitados sem cobrar pelo serviço e logo estava ele mesmo pobre. Era uma figura carismática e agregadora, um homem de moral elevado, visto como a melhor opção para assumir a presidência da Federação Espírita, o que fez em 1889, no auge da disputa entre místicos e científicos. Bezerra encontrou um movimento problemático. Nos centros que visitava, encontrava diretores ignorantes e ríspidos. Muitos distorciam a doutrina e praticavam um espiritismo fanático e nocivo. “Eram pessoas bem intencionadas, mas que não conheciam bem a obra de Kardec. Foi um processo lento até acabar com opiniões pessoais e realizar seriamente os trabalhos de mediunidade”, diz Antonio Cesar Perri de Carvalho, atual presidente da Federação Espírita Brasileira. Bezerra de Menezes batalhou para acabar com as divergências. Estudioso do kardecismo, publicou traduções e escreveu inúmeros textos e livros, sempre enfatizando que a ajuda aos pobres e aos necessitados era o maior dever espírita. A dedicação fez com que fosse chamado de “o Kardec brasileiro”. Superou as disputas internas e definiu que o espiritismo no Brasil seria uma doutrina religiosa e dedicada a causas sociais, orientação válida até hoje. A principal batalha de Bezerra de Menezes, entretanto, começou com o fim do Império, quando a religião católica era a oficial. Depois de passar para a República, em 1889, o Brasil se tornaria um Estado laico. A nova Constituição, em 1891, viria a garantir liberdade de culto, mas o Código Penal aprovado antes dela, em 1890, criminalizou a prática do espiritismo, incluído em artigo que condenava rituais de magia e cartomancia. Homeopatia, cura magnética e qualquer tipo de curandeirismo também estavam proibidos, o que impedia a atuação dos médiuns. Vários espíritas foram presos. A habilidade política de Bezerra triunfou quando ele enviou um ofício ao então presidente da República, Deodoro da Fonseca, em 1890. O médico pediu o fim das perseguições em respeito aos direitos e liberdades dos espíritas. Argumentou que não havia charlatanismo em centros espíritas, já que eles não tinham fins lucrativos. Por fim, destacou o atendimento que os espíritas prestavam a quem não tinha acesso a médicos e hospitais. O Código Penal não foi alterado, mas o apelo de Bezerra fez com que as perseguições rareassem, permitindo que médiuns e receitistas voltassem a trabalhar. Assim, os principais críticos do espiritismo se tornaram os psiquiatras, que, na virada do século 20, viam na doutrina em expansão uma herança de crenças africanas e classificavam o culto como uma doença contagiosa, capaz de levar adeptos à loucura.”

Bezerra o início do início do Pacto Áureo

“Bezerra falou visivelmente emocionado sobre as desavenças no Movimento Espírita e sobre o convite que havia recebido. Confessou-se fraco para assumir a posição àquela altura dos acontecimentos. Pouco depois, o espírito Agostinho manifestou-se pelo médium Frederico Júnior, o mesmo médium que anos antes havia sido instrumento para di‑ tar o texto “Instruções de Allan Kardec aos Espíritas do Brasil”. Agostinho instruiu que Bezerra assumisse o cargo da presidência e se pusesse como elemento conciliador capaz de unir e erguer a família espírita, prometendo Antonio Cesar Perri de Carvalho, auxiliá-lo em mais esta tarefa. Naquela mesma noite Bezerra de Menezes anunciou aceitar o cargo, permanecendo presidente até 1900, quando voltou à pátria espiritual. Durante sua gestão, em 15/11/1897, Pierre-Gaëtan

“Por sua inteligência aguda, bom senso extraordinário e alma caridosa, quem merece o título de ‘Allan Kardec brasileiro’ é o Bezerra de Menezes”, aponta Marta Antunes Moura, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), referindo-se ao “médico dos pobres” que, reza a lenda, teria doado seu anel de formatura a uma mãe para ela comprar remédios para o filho adoentado.”

O que foi o pacto áureo?

“Em 5 de outubro de 1949 concretizava-se formalmente a unificação da família espirita brasileira, velho sonho acalentado por sessenta anos, desde os esforços inicias de Bezerra de Menezes. Precedera à Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro um Congresso Espírita Pan-Americano, que atraíra à antiga Capital da República muitos espíritas dirigentes de instituições estaduais. A ideia de aproveitarem a ocasião para se dirigirem à Federação Espírita Brasileira nasceu simultânea e espontaneamente em diversas mentes, buscando-se uma fórmula de entendimento entre todos os espiritistas, que exprimisse as aspirações de fraternidade, preconizada nos ensinos evangélicos, e de organização livre e responsável das instituições espíritas, isenta de imposições e personalismos. Após entendimentos preliminares, foi marcado um encontro na sede da Federação, com sua Diretoria, ao qual compareceram os representantes das Federações e demais instituições estaduais. O encontro ficou conhecido como Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro, tendo sido lavrada a célebre Ata com os pontos essenciais sobre os quais se assentava o acordo da Unificação. Os representantes das entidades estaduais, expondo os motivos e as esperanças de todos, elaboraram um esboço que continha determinados princípios e fórmulas para a Unificação, quando foram surpreendidos pelo presidente Antônio Wantuil de Freitas com um projeto de resolução por ele escrito um dia antes, no qual estavam atendidas todas as proposições dos representantes, acrescendo-se ainda outras não reivindicadas. Os termos em que está vazada a Ata da Conferência são sintéticos e muito conhecidos dos espíritas. Impossível será, entretanto, descrever a emoção e a alegria vividas pelos presentes ao ensejo da feliz conclusão do acordo, alegria que encontrou ressonância nos corações dos espíritas sinceros, ao se espalhar a notícia do acontecimento por todo o Brasil. Dentre as disposições contidas na Ata de 5 de outubro de 1949, pouco depois denominada Pacto Áureo, em feliz expressão de Lins de Vasconcelos, um de seus signatários, estava a da criação do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, em novas bases, incumbido de executar, desenvolver e ampliar os planos da Organização Federativa em que se assentava a estrutura organizacional do Espiritismo no Brasil. rasileira, em novas bases, incumbido de executar, desenvolver e ampliar os planos da Organização Federativa em que se assentava a estrutura organizacional do Espiritismo no Brasil. Instalado e regulamentado logo no início do ano seguinte, o Conselho vem funcionando ininterruptamente desde então, prestando inestimável serviço à causa espírita, dirimindo dúvidas, fortalecendo os laços fraternos, orientando o Movimento, recomendando normas e diretrizes, aproximando instituições e contornando as incompreensões e imperfeições inevitáveis no mundo imperfeito em que vivemos. É o Pacto Áureo a expressão mais lúcida de entendimento e concórdia entre  cultores da Doutrina dos Espíritos, que podem divergir em pequenos e secundários pontos doutrinários, mas que não têm razão para fazer da divergência pomo de discórdia, de intransigência, intolerância e incompreensão. Ele veio compatibilizar a vivência da Doutrina dentro do princípio da liberdade, sem exclusão do amor fraterno, tornando viável o que parecia inconciliável. Apontamentos históricos indicam que a FEB após sua fundação em 2 de janeiro de 1884, passou a funcionar na residência de seu fundador, Augusto Elias da Silva, na Rua da Carioca no 120 (então Rua de São Francisco de Assis), para em seguida começar constante mudança de endereço. Sucessivamente instalou-se na Rua da Alfândega, 153, em 1884; na Rua do Hospício ns. 147 e 102, nos anos de 1886 e 1887; na Rua do Clube Ginástico nº: 17, atualmente Rua Silva Jardim, em 1888. Ainda em 1888 mudou-se para a Rua do Regente, 19, hoje Rua Gonçalves Ledo, mediante módico aluguel; em 1890 passou a ocupar o 2º andar do prédio no 83 da Rua Camerino, então Rua da Imperatriz; com o aviso do senhorio, exigindo a desocupação do prédio, transferiu-se, em 1891, para um pequeno sobrado no Largo do Depósito no. 56, hoje Praça dos Estivadores, local que não comportava os móveis e a biblioteca, sendo encaixotados todo o arquivo e material tipográfico do “Reformador”. Começa então uma fase angustiosa, sob a Presidência do Dr. Dias da Cruz. Muda-se para o 2º andar da Rua da Alfândega nº 342, depois 330, em 1891. Com a Revolta da Armada, de setembro de 1893 a março de 1894, intensificou-se a deserção e praticamente ficaram suspensas as atividades. Em 1895 a crise chegou ao auge, com a as dificuldades financeiras da Sociedade, quando os poucos remanescentes recorreram a Bezerra de Menezes, como último recurso para evitar a dissolução completa. Adolfo Bezerra de Menezes assume, então, a presidência, eleito em 3 de agosto de 1895 e começa o trabalho de reconstrução, imprimindo à Instituição a orientação doutrinário-evangélica na qual ela se manteve firmemente até nossos dias. Equilibrou a situação financeira, para atender aos encargos e serviços e reorganizou todos os trabalhos da Casa.”

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